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É uma página onde aparecem os meus pensamentos, sentimentos, sob a forma de...
Sexta-feira, 10 de Junho de 2011
Neve

A noite cobriu-se de manto escuro,

A rua estacou o passo, expectante,

Os olhos, parados no Inverno duro,

Esperam o milagre resultante.

 

A noite abafa os incontáveis sons,

Suspende todo e qualquer movimento,

Apaga, do céu, os mágicos tons,

Elimina do ar o fraco vento.

 

E toda a natureza assim suspensa,

Aguarda a aguarela delicada:

A alva chuva de pétalas intensa,

Dando à terra a brancura imaculada.

 

Os pequenos leves e alvos flocos,

Descem repetidamente, sem pressa,

Em largas camadas, formando blocos,

Deixando a vasta terra nela imersa.

 

 

 



publicado por fatimanascimento às 16:14
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Quarta-feira, 8 de Junho de 2011
O amor venceu

Perdi-te para sempre

nas ruas incertas da vida,

das encostas luminosas

e frias da cidade.

Perdi-te para sempre

na esquina da noite estival

onde pairam estrelas brilhantes.

Perdi-te para sempre

no choro da lua derramado

nas paredes sonolentas.

Perdi-te para sempre

no coração da saudade

iluminado pelas lágrimas secas

da dor profunda gravada

na imensidão da alma amorosa.

Perdi-te para sempre

 na encruzilhada

do corpo desmembrado

e esvaziado do sentido da vida.

Perdi-te para sempre

à beira da garganta do abismo

onde a loucura ferve

e as noites se confundem com os dias.

Perdi-te para sempre

nas avenidas do amor sereno

de sombras frescas e dançantes.

Perdi-te para sempre

nas memórias gravadas no ser imortal

e guardadas no templo misterioso,

profundo e sagrado do amor inexplicável.

Perdi-te para sempre e achei-te

na compreensão incompreensível

que só o amor pode compreender.

Sim, o amor venceu…



publicado por fatimanascimento às 10:40
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Terça-feira, 7 de Junho de 2011
Nevoeiro

Ergueu-se um denso nevoeiro de sombras

Esfumando a luz suave dos candeeiros

Passam os cautelosos carros rasteiros

Farejando o caminho de lombas.

 

Surgem fantasmas na densa brancura

Armados da grande branca cegueira

Formam a grossa, distinta barreira

Que aos olhos lançam com grande secura.

 

Levando aos ombros os grandes perigos

Enfrentam a densa e branca cortina

Como se fossem da frágil neblina

Os eleitos carrascos inimigos.

 



publicado por fatimanascimento às 21:34
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Domingo, 5 de Junho de 2011
Oh calma...

oh, calma incendiada

das ruas estreitas

onde a pedra talhada

se equilibra e se perde

na memória intemporal

trazida na incessante

canção do vento

murmurando silêncios

sigilosos guardados

no ventre quente da terra.



publicado por fatimanascimento às 09:13
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Sábado, 4 de Junho de 2011
poesia

Poesia

é um sentimento

solto na brisa

 

uma forma que

cativa o olhar

 

a música que

aquece a alma

 

a mensagem

vibrante do ser

 

Outras vezes,

é um amontoado

de palavras secas

 

alinhadas e ornamentadas

 

mensagem que

morre,

em cada

letra já moribunda.

 

 



publicado por fatimanascimento às 13:55
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
os ponteiros

Os ponteiros do relógio

rodam, rodam sem parar

até já me sinto tonta

com tanto, tanto rodar.

 

Estes sons tão compassados

vão rodando as nossas vidas

e no ciclo repetido,

gasta-se a chama querida.

 



publicado por fatimanascimento às 11:32
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
E se...

E se eu abrisse os braços

Ao abismo regado de sol?

 

E se os meus braços

se vestissem de penas fortes e seguras?

 

O que faria eu? Onde estaria eu?

 

E se a transformação soltasse

A imaginação abraçando todo o ser?

 

O que faria eu? Onde estaria eu?

 

Embalar-me-ia nos ares

Num voo luminoso e livre?

 

Encheria o meu peito

De puro ar fresco

E abriria o meu cérebro

À beleza da energia universal

Da qual nos soltámos

E para a qual regressamos

Um dia

Num espanto mudo de felicidade.

 

Mas no meu voo desamparado

Só na Luz confiante

Ganho a força da energia libertada

E que jamais nos abandonou,

Nesta vida feita de montanhas cortantes

E vazios profundos.

 

O voo da vida.

 

 


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publicado por fatimanascimento às 09:48
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